Era o último feriado em novembro de 2011, achei pela internet um curso de Empreendedorismo para Palestrante. Tendo como início numa quinta-feira e ia até domingo. Aproveitando que não tinha nenhuma viagem programada, resolvi fazer o curso e adquirir mais experiência.

Foram quatro dias intensivos de aulas, divididas em vários módulos, tais como escrever, organizar, apresentar, etc. Inclusive no sábado quem ia dar aula, era uma moça jovem, formada em fonoaudiologia especialista em voz. Ela nos ensinou como se apresentar, a projetar a voz e muitas técnicas interessantes e nas quais aplico até hoje no meu dia a dia. Ela sabia que eu era uma deficiente auditiva, pois o dono explicou a ela para que pudesse me dar um pouco mais de atenção.

Eu estava sentada na primeira fila e não tive dificuldade nenhuma em acompanhar a aula dela. No entanto, achei interessante o fato de ela ser fonoaudióloga de voz e queria saber mais a respeito dessa especialidade. Me apresentei a ela no intervalo e começamos a conversar. Achei interessante o fato dela me perguntar “quantos anos eu tinha quando perdi a audição? ”, e ela ficou surpresa, quando respondi que tenho perda profunda e de nascença.

A afinidade foi tão grande que logo naquele dia, fomos almoçar juntas e assim, pude contar minha história. Ela ficou admirada em ver como eu falava tão bem. Expliquei que além de uma boa fonoaudióloga, ter uma família participativa na formação e desenvolvimento de uma criança é importantíssimo e essencial.

No último dia do curso, cada aluno tinha que fazer uma apresentação de 5 minutos, com o tema de sua área. Eu escolhi falar da “importância de preservar a audição ao longo da vida”, ou seja, evitar ambientes ruidosos, levar uma vida sem stress, a consultar um otorrinolaringologista e a importância de fazer uma audiometria, da mesma forma que uma pessoa vai ao oculista, pois é uma forma de prevenção para evitar a perda auditiva.

Preparei um roteiro e mais uma apresentação visual com imagens no Power Point. De início realmente me deu um pouco de nervoso, mas com o tempo fui ficando à vontade. E fiquei feliz pois muita gente gostou e recebi uma boa avaliação dos meus professores, em especial a Fernanda, que na avaliação de “voz” do palestrante, escreveu “sensacional!!”. Ela explicou que normalmente muita gente tem dificuldade e acaba por falar baixinho, devagar, com receio, etc. E no meu caso, eu soube projetar a voz muito bem!

Trocamos de telefone e combinamos de sair ainda naquele final de ano, fui a um happy hour com ela e mais uma amiga. Desde então somos amigas até hoje, com cumplicidade, admiração, carinho e que apesar da correria de uma cidade como São Paulo, sempre saberemos que podemos contar uma com a outra. Isso que é amizade, mesmo “nova”, mas com aquela impressão de que se conhece há muito tempo.

Gostei
Gostei Amei Haha Wow Triste Grrr