“Ao longo da sua vida, quando a dor aparecer, lembre-se de que as vezes não é possível evitá-la, mas podemos evitar o sofrimento. Tudo depende da nossa escolha, pois somos nós que alimentamos as emoções que nos desestruturam, que nos fazem adoecer e sofrer. Cada um é responsável pela sua própria dor e pelas experiências”.

Pouco antes do carnaval percebi que a minha audição do lado esquerdo estava diferente, no entanto, no íntimo queria acreditar que fosse algo passageiro. Afinal, quando se teve um susto tão grande com a audição, no passado, época em que estava na faculdade, queria acreditar que isso não ocorreria mais comigo. Infelizmente, nós todos somos humanos e a nossa audição está sujeita a muitas coisas nesse mundo tão barulhento de buzina, sirene, obras no apartamento vizinho (isso mesmo, desde que mudei há 2 anos para o apto novo, enfrentei 3 obras de vizinhos e uma reforma de um prédio bem em frente ao meu!!). E como ficam meus ouvidos?!?! Claro, poderia desligar os aparelhos mas… e quando precisar conversar com alguém via Skype? E se quiser ouvir a TV? E se simplesmente: quero OUVIR!?!

Durante as férias de janeiro, uma amiga receitou umas vitaminas para comprar no USA (minha afilhada estava lá de férias) para cabelo, unhas e pele. Realmente, quando comecei a tomar essa vitamina o resultado foi rápido e muito bom. E final de janeiro, viajei para Bahia com meu pai, namorada, irmãos e sobrinhos. Logo na ida, um pedacinho do meu dente ao fundo quebrou. Conto tudo isso, pois pode ou não ser a causa do que levou a minha audição a ficar “estranha”. E pouco tempo depois, apareceu o que eu mais temia: zumbido.

De início, não quis preocupar ninguém, mas sabia que tinha que fazer alguma coisa. Logo ao voltar de viagem, fui a um dentista em fevereiro e arrumei os dentes, tudo perfeito. Em relação à vitamina, resolvi parar logo pois lembrei de uma situação semelhante em que a minha tia, que também teve zumbido e a causa disso, era essa vitamina americana que se comprava em farmácias lá.

Ainda tinha Fé e Esperança de que iria melhorar e por este motivo não desejava preocupar ninguém. Portanto, consegui passar o carnaval com apenas um lado do aparelho auditivo ligado, o direito. E jamais me isolei em momento algum, fui para a chácara em Indaiatuba com meu pai, encontrei os tios e primos em reuniões familiares. Não creio que alguém tenha percebido, caso contrário, conhecendo meus padrinhos ou primos, teriam comentado comigo.

E para completar tive que ter muito jogo de cintura ao conhecer uma pessoa durante o carnaval, que só soube que eu era deficiente auditiva durante o almoço. Porém, sem querer entrar em detalhes e explicar toda minha vida, almocei com aparelhos auditivos desligados e somente fazendo uso de leitura labial.

Ainda bem que era de dia e não jantar a noite em ambiente escuro, pois aí não teria jeito de conversar!! O maior motivo foi que junto com o zumbido, dessa vez veio tontura e assim compreendi que não dava mais para “ignorar”. Marquei logo o Dr. Clemente, meu médico otorrinolaringologista.

Na consulta, eu procurava aparentar a calma, no entanto, estava apavorada por dentro. No entanto, como uma luz de otimismo e alegria, o Dr. Clemente fez todos os testes e analisou a garganta, olhos, ouvidos e pediu para imitar uns gestos. E me tranquilizou, dizendo que pode ser tudo aquilo que descrevi aqui: vitamina D em alta dose (uma bomba!), dente quebrado que tem relação com a articulação do maxilar, cansaço, stress e até mesmo ambiente barulhento no dia a dia, não temos como evitar. Mas me acalmou saber que não tenho labirintite ou qualquer outra coisa parecida. Apenas deu um desequilíbrio interno na parte da audição do lado esquerdo. E receitou remédio por duas semanas.

No início do tratamento, apesar de mais calma, estava um pouco desanimada, por causa de algumas situações que eu estava passando. E assim, comecei a ler esse livro maravilhoso que meu amigo indicou. Acredito que cada ser humano está sujeito aos desafios, reviravoltas, decepções, doenças, acidentes entre outros desafios da vida. Cada um reage ao seu modo e muitas vezes sofre em silêncio, no entanto, no meu caso, escolhi pensar coisas boas e ser otimista. É a partir daí que tiro força para seguir em frente.

Hoje, consigo ligar os aparelhos auditivos sem ter nenhuma tontura, portanto foi apenas na fase inicial. Quando ao zumbido, acredito que desde a época da faculdade meus nervos auditivos ficaram mais sensíveis e qualquer som alto ou alterações fora do normal (remédios, stress, cansaço, alimentação ruim, etc) devem afetá-los.

Enfim, acredito que tudo isso serve de alerta a todos, inclusive a mim mesma! Não tomem remédios desconhecidos ou vitaminas (principalmente as de alta dosagem), evitem ambientes ruidosos ou tentem proteger os ouvidos com protetores próprios, cuidem da alimentação e façam exercícios.  Valorizem a vida e vivam intensamente o presente.

Cada momento é único, portanto viva o hoje, pensando a longo prazo! Aprendi que as vezes certas coisas acontecem em minha vida, para que quando as supere, eu saiba valorizá-las mais ainda.

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