Achei muito interessante, pois me fez pensar sobre como sozinhos, não podemos fazer muita coisa, porém se juntando com mais pessoas, onde uma se identifica com a outra em determinada situação, isso pode causar um grande efeito nas pessoas! Muita gente pensa que está sozinha, o que não é verdade, por isso é importante enxergarmos além de nosso próprio quintal. Ou seja, se olharmos com mais atenção veremos que existem milhares de pessoas que enfrentam alguma dificuldade no dia a dia, inclusive aqueles que não tem nenhuma deficiência também. Cada um tem seus desafios. Alguns anos atrás, em uma reunião, uma moça me perguntou: “Qual foi o maior desafio da sua vida? ”.

Na hora não me veio nenhuma lembrança em minha cabeça, no entanto, compreendi algo mais importante que a pergunta da moça. E respondi:

–Sinceramente, tive vários desafios em minha vida e hoje posso dizer que superei um a um… mas muitas vezes o que pode ser considerado “maior” desafio para mim, pode não ser o mesmo para você. Assim como, os desafios em sua vida, eu posso achar “fáceis”. Assim como sei que terei novos desafios pela frente. Tudo depende da forma de como lidamos com eles.

Ela ficou surpresa e me disse que adorou a resposta, pois a fez pensar bastante sobre isso.

Sou formada em jornalismo, pois sempre gostei de ler e escrever. Acredito na importância do conhecimento e da informação, pois somente assim que podemos ajudar outras pessoas a compreenderem o verdadeiro universo de uma pessoa com deficiência.

Além dos meios tradicionais como televisão e jornais; existe a internet que é uma ferramenta poderosa.

Além de informar, os meios de comunicação ajudam a inspirar outras pessoas, mostrando por meio_ de exemplos e histórias. Por tudo isso, acredito que nada é por acaso e tudo acontece por alguma razão, como o fato de ter escolhido o jornalismo, em uma época em que as pessoas consideravam um desafio para uma pessoa deficiente auditiva de perda profunda seguir essa carreira. Hoje, acredito que deve haver várias pessoas como eu, estudando jornalismo.

Infelizmente, ao longo da minha vida após a faculdade, encontrei muitas dificuldades e descrenças por parte das empresas de comunicação (TV, jornal, revista, etc.) em me contratar, ainda mais pelo fato de que naqueles tempos não existia (em vigor e com multas) a Lei de Cotas (lei que obriga as empresas a reservarem cotas para contratar pessoas com deficiências). Ainda hoje, nessa área, vejo muitos obstáculos e dificuldades. Tenho esperança que um dia possa mudar esse quadro.

Acredito que há muita gente que irá compreender e se identificar com esse texto.  Fiquem à vontade para compartilhar comigo e me contar suas histórias, vou adorar!

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