A nossa audição sofre variações, podendo essas ocorrer no mesmo dia, de um dia para outro ou durante mais tempo.  Depende de cada pessoa. Tem gente que vive estressada, nervosa ou ansiosa, corre ouvindo um ipod em último volume, outros que frequentam boates de música eletrônica altíssima. Todos nós vivemos num mundo ruidoso, seja por causa do barulho do trânsito, buzina ou obras de construção.

Eu passei por uma situação difícil, quando tinha 21 anos. Usava aparelhos auditivos analógicos, que tinham amplificadores muito fortes. Saí para dançar numa balada e fiquei perto dos alto-falantes. Meus nervos auditivos foram prejudicados, passei a ouvir zumbidos muito fortes e a audição baixou muito. Tive que ser internada de emergência em um  hospital para tratamentos.

Minha vida mudou muito depois disso. Passei a cuidar mais do restinho da audição que tenho, deixei de frequentar casas noturnas com musicas altas, procurei viver menos ansiosa e mais tranquila. Tudo para poupar a minha audição. Passei, desde então, a usar novos aparelhos auditivos digitais, que eram mais seguros para meu caso, pois protegia minha audição contra barulhos altos.

É importante cada um se conscientizar e respeitar a audição que tem. Temos que prestar atenção aos sinais de alerta. Se alguém estiver ouvindo mal, se as pessoas estão repetindo várias vezes a mesma frase até que compreenda, se precisar aumentar o volume do radio ou da TV para conseguir ouvir, ou se perceber que está começando a ouvir um zumbido que parece vir de dentro da cabeça, procure um medico logo e faça uma avaliação. O efeito do problema não é imediato, não percebemos na hora, mas a longo prazo, as chances de mantermos uma boa audição vão diminuindo.

Conheci um casal, em que o homem era advogado criminalista e hoje ele está aposentado, com uns oitenta anos, e infelizmente não está ouvindo bem. Não quer usar aparelhos auditivos. Sua esposa passou por um problema respiratório e não consegue falar alto. Imaginem como está a comunicação desse casal! O marido fica “hã… hã…?” e reclama que a mulher fala muito baixo enquanto ela, que  se esforça para falar e não consegue, reclama que ele não está ouvindo nada! A comunicação entre eles fica bem, mas bem restrita mesmo.

Todos nós temos um nariz, uma boca, dois olhos e dois ouvidos. Se algum desses órgãos falharem, não temos um de “reserva” para repor. Por isso cuidem de cada um deles com carinho.

Eu preservo a minha audição, pois não sei o dia de amanhã… e sei que  tudo pode acontecer em relação aos avanços da medicina. Por este motivo, além dos cuidados tradicionais, não deixo de usar aparelhos auditivos para “trabalhar” a audição, sempre a estimulando e fazendo periodicamente uma audiometria para controle.

Com o passar dos anos, vejo muita gente cuidar do coração, visão, pulmão, colesterol, pressão… mas  se esquece da audição, parte importantíssima.

Me pergunto se alguém já pensou em fazer audiometria por vontade própria?!? Ou só em casos de “extrema” necessidade, tais como zumbido, ouvidos tampados, sujos com ceras ou em caso de solicitação do médico?!

Minha mensagem é: preservem a audição de vocês e vivam bem com ela se possível, até o fim de sua vida.

 

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