Desde criança sempre convivi com várias outras pessoas da família, além de meus pais e irmãs. O fato de ser oralizada desde pequena ajudou muito, pois aos dois anos de idade já interagia em conversas com primos e tios. Tanto os parentes do lado da minha mãe quanto do meu pai, todos eles procuraram participar e incentivar as conversas comigo, por meios de brincadeiras, atividades, passeios, etc. Minha mãe sempre fez questão que eu fosse independente e me comunicasse com os outros, tendo maior autonomia, pois quando eu queria saber alguma coisa a respeito de algum tio ou primos, ela me dizia: pergunte a ele. E assim eu ia procurá-lo para conversar.

Os mais presentes em minha vida foram meus padrinhos. Meu querido tio Luis, sempre brincalhão, me fazia dar risadas e gostava de contar histórias divertidas. Meu padrinho é irmão do meu pai e casado com a Dinda Carmem, que é uma mulher maravilhosa e muito especial. Além de mãe de dois meninos, também ajudou a cuidar de mim, indo sempre à minha casa me visitar, com meus primos pequenos e muitas vezes com jogos ou atividades divertidas que envolviam barulhos e diálogos.

Nas férias escolares eu viajava para casa dos avós no interior de São Paulo e encontrava meus primos. Tive muita sorte de ter vários deles em idades próximas, e na maioria meninos, do lado dos “Bicudos”: Gustavo, Marcelo, Cacá e apenas a Alice que a diferença para mim, é de seis anos a menos. E do Andrade, era o Octavio, apenas um ano mais novo do que eu. Me dou bem com todos e tenho muito carinho por eles, pois cada um ao seu modo me ajudou a crescer e conviver com outras crianças, como na escola por exemplo.

Como minha mãe tem 4 irmãos e meu pai tinha 5, e todos homens; brinco que as “tias”, eu ganhei por casamento com meus tios. Ter uma família grande me proporcionou conviver com diferentes maneiras de cada um se expressar, pois alguns falam rápido, outros muito baixo, tem aqueles que mal articulam a boca, alguns tios usavam barbas, o que dificultava mais a compreensão da fala. No entanto, foi no meio dessa diversidade toda que aprendi a ter “jogo de cintura” para cada ocasião.

E percebi uma coisa importante: quanto mais tempo convivo com alguém, me acostumo com o jeito dessa pessoa e consequentemente fica mais fácil a comunicação. Da mesma forma, quando faço novas amizades ou com um novo namorado, com o tempo vou me acostumando e chegando até mesmo falar no telefone, quando me sinto à vontade.

Amo minha família. E como minha irmã, Marcia, escreveu uma vez sobre minha mãe ser uma avó participante, o mesmo aplico a meus tios e padrinhos: não basta ser… tem que participar!!!

Gostei
Gostei Amei Haha Wow Triste Grrr