Nesta coluna contarei alguns episódios que ocorreram comigo ao pegar taxis. Desde criança sempre fui comunicativa e interagia com todos. Portanto, quando me encontrava em fila de algum supermercado, banco, na sala de espera de algum consultório, sempre trocava algumas palavras e sempre cumprimentava as pessoas que encontrava. E com os taxistas, não era diferente.

Apresento aqui alguns acontecimentos inusitados e as perguntas que taxistas me fizeram:

De Higienópolis ao Memorial da América Latina para um evento. Eu estava sentada no banco de trás, informei o destino e após alguns minutos no trânsito, o taxista começou a bater papo comigo:

– A senhora trabalha lá?

–Não, vou apenas participar de um evento sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiências.

E já me preparei para a próxima pergunta….

–A senhora é americana?

Entre divertida e com humor, respondi:

–Sou uma autêntica paulistana! Imagino que devo dar impressão de ser estrangeira pelo sotaque, sendo que na verdade sou deficiente auditiva e uso aparelhos para ouvir.

Pude ver pelo espelho retrovisor a surpresa do taxista e quando ele explicou, foi a minha vez de ficar surpresa pela coincidência:

–Minha esposa também é deficiente auditiva! Ela perdeu audição na adolescência….

E assim, a nossa conversa foi se desenvolvendo até o destino. Contei a ele minha história e entreguei a ele o meu cartão com o link da minha coluna, para mostrar à sua mulher. E na saída ele agradeceu e complementou:

–Virei seu fã! Pois você fala muito bem!

Em outra ocasião, noite do meu aniversário, há dois anos, fiz uma reunião na casa do meu pai e fui para lá, de taxi.

Depois de falar o endereço, o taxista fez “positivo” com a mão. Fiquei em dúvida se ele realmente havia compreendido o que eu tinha falado ou se ele percebeu de que eu era deficiente auditiva…

Mas resolvi aguardar e ver o caminho que ele ia fazer. Antes que virasse à esquerda e fosse dar uma volta longa, perguntei se ele poderia seguir por outro caminho atravessando a Paulista, que teria menos trânsito. De novo o “positivo” com a mão.

Ai resolvi abrir o jogo dizendo:

–O senhor percebeu logo de que eu era deficiente auditiva?

Foi então que ele ficou mais curioso a meu respeito e fez sinal negativo com a mão. Em seguida, vi ele pegar um aparelho eletrônico e encostou na garganta dele:

–Eu tenho voz eletrônica. Não sabia que você não ouvia!? Dá para entender tudo que você fala.

Podem imaginar a minha surpresa!!! Eu, que uso aparelhos auditivos para ouvir e o taxista que usa aparelho eletrônico para falar, uma situação bem incomum!!!!

Expliquei que, com uso dos aparelhos, eu conseguia ouvir o que as pessoas falavam e em seguida contei um breve resumo da minha história. O taxista ficou tão curioso a meu respeito, que não parava de fazer perguntas entre as paradas nos sinais vermelhos e ainda se virava em minha direção com o aparelho na garganta. Achei ele muito gentil porém, deu nervoso, com receio de que ele batesse o carro kkkkk. Enfim, foi uma noite bem interessante e logo cheguei à casa do meu pai para minha festa!

Final do ano passado, a caminho do aeroporto de Guarulhos para passar réveillon na Bahia.

O taxista desceu do carro para me ajudar com as malas. Agradeci e entrei, informando o destino. Após alguns minutos, eu já estava imaginando a pergunta que a maioria deles me fazem:

–A senhora é daqui (de SP) mesmo?!?

–Sim, sou paulistana e…. (narro resumidamente minha história).

–Que maravilha! E a senhora trabalha?

–Sou formada em jornalismo, trabalho com comunicação e em breve publicarei a minha Biografia.

–Oba! Quero ler seu livro!!! Quando vai ser lançado?

–Se Deus quiser, logo no ano que vem, em 2015!

Foi o mais simpático que já conversei e falamos sobre vários outros assuntos inclusive política, a respeito do qual ele até argumentou:

–Se a senhora entrar para política, já tem o meu voto!!!!

Dei muita risada e minha resposta não podia ser outra: “tudo é possível”!

Aguarde a próxima coluna, com outras aventuras!

Ah, se for beber, pegue um taxi!!!

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