Omelhor de tudo é que nessas duas semanas que ficamos lá, fez sol todos os dias!!! Logo pela manhã íamos à praia e ficávamos até a hora do almoço. Sempre encontrávamos conhecidos e amigos, alguns tinham casa no condomínio, outros alugavam ou ficavam em pousadas.

Como contei num texto da coluna que, ao acordar, a primeira coisa que faço é colocar os aparelhos auditivos, pois assim posso escutar o mar, passarinhos cantando e principalmente conversar com as pessoas durante o café da manhã.

Na praia ou na piscina, ao contrário de algumas pessoas, gosto antes de qualquer coisa de deitar ao sol. Sempre de chapéu e cabelos presos num coque frouxo, faço questão de usar os aparelhos auditivos, pois assim minha mãe pode me chamar para mostrar alguma coisa, avisar sobre algo ou pedir alguma coisa.

Somente quando vou mergulhar no mar ou na piscina, é que preciso tirar os aparelhos e como sempre fui cuidadosa, eu os guardo numa caixinha que levo na bolsa de praia. Na minha viagem à Escandinávia, comprei um saquinho daqueles que vem com 3 lacres e enrola várias vezes até lacrar com velcro, no qual se coloca o celular para não molhar. Descobri ser super útil para guardar os meus aparelhos auditivos. Achei perfeito, pois uma vez vazou agua da garrafa térmica dentro da bolsa e por sorte que não chegou a molhar os aparelhos!!!

Antes de colocar de novo, espero alguns minutos para secar bem o cabelo ao sol, apesar de saber que posso usar os aparelhos com cabelos molhados tranquilamente, é mais questão de costume.Desde criança sempre me ensinaram a secar bem os cabelos antes colocar meus aparelhos, a ter cuidado com a umidade e principalmente a enxugar bem os ouvidos. Portanto, costumo ficar sem os aparelhos depois de nadar, ainda mais quando sei que logo vou mergulhar de novo por causa do calor.

Muitas vezes as pessoas vinham conversar comigo e como tenho pratica em leitura labial, consigo entender tudo. O que chama a atenção dos ouvintes, conforme o que me falaram, é como o som da minha voz ao falar é constante e bem articulada, com clareza e as pessoas entendiam tudo que eu dizia.

Acredito que esse resultado se deve a muito treino, esforço e exercícios que eu fazia desde criança e aprendi a ter consciência da minha própria voz, além de projetá-la. Pois sei que há pessoas que não tem deficiência auditiva, mas sentem dificuldades, como: falar “pra dentro”, não articular a boca, etc.

E o melhor de tudo é que me divirto com leitura labial também. Já aconteceu de estar participando numa conversa em grupo e distraidamente comecei a prestar atenção no que uma amiga que adora cavalos, como eu, falando sobre equitação e acabei fazendo um comentário. O pai dela que estava ao meu lado e que mal conseguia ouvir o que a filha dele dizia, veio me perguntar como eu consegui entendê-la estando longe. Foi então que expliquei a ele que era deficiente auditiva e que usava aparelhos auditivos. Como estava sem eles, o pai da minha amiga achou que a minha perda era leve e mais surpreso ele ficou quando contei que realmente não ouvia nada sem os aparelhos e que a minha perda auditiva era profunda e de nascença.

Depois ele me disse que ao me conhecer achou que eu fosse estrangeira, uma vez que na Bahia é bem comum. Sempre tive facilidade em conversar naturalmente com as pessoas que encontrava na praia ou na piscina, independentemente de estar ou não com os aparelhos. Mas com certeza, o uso deles me permite ouvir a voz das pessoas, o barulho de mar que adoro e, principalmente, responder quando alguém quer me chamar!!!

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