É uma data especial, de romance, paqueras, declarações, promessas… várias pessoas sonham encontrar a “outra metade” e serem felizes para sempre. Porém, nem tudo é como nos filmes de romance tais como ter um companheiro amoroso, ganhar flores, ser conquistada todos os dias e casar com o príncipe encantado. A vida real é bem diferente, todos nós estamos sujeitos a decepções amorosas, traições, separações.

Eu me considero uma pessoa romântica e prefiro acreditar sempre no melhor da pessoa, que é possível ter aquele “feliz para sempre” com o companheiro certo. No entanto, ainda não encontrei a minha outra metade ou como diria uma amiga, a tampa certa da panela. Provavelmente esse ano, passarei o dia dos namorados solteira. Acredito que tudo tem a hora, assim como lugar e a pessoa certa.

Quando era mais nova, gostava de sair para festas e baladas, mas sempre procurava estar próxima de amigas ou irmãs. Algumas vezes vinham uns meninos me paquerar e por causa da música alta, se aproximavam para falar próximos aos meus ouvidos. O cara podia até “gritar”, mas não adiantava mesmo, pois não iria entender nada! E aí com jeitinho, tentava pedir para ele falar na minha frente que era mais fácil (até aí nada de errado, pois era um pedido simples) e claro que não iria narrar para alguém que mal conhecia a toda historia da minha vida. Vários meninos consideraram um pedido estranho e se recusavam a atender e no mínimo se afastavam de mim, e alguns, fazendo caretas. De fato, alguns não entendiam, pois enquanto eu explicava, a minha fala era clara e boa, portanto não tinham como imaginar qual era o meu problema de verdade. E por causa disso, muitas vezes ficava perdida e pensando: como agir nessas horas?! Já tentei de todas as fórmulas, como: dizer que eu era deficiente auditiva, outras vezes pedia para falar à minha frente, ou então com jogo de cintura tentava ficar estrategicamente à frente dele fazendo jogo de recuar e o menino avançar em direção aos meus ouvidos e eu recuando novamente para ficar à sua frente… Alguns aceitavam numa boa, percebia a surpresa pela expressão dele e depois achavam o máximo o fato de não ter que gritar comigo e de eu fazer leitura labial tão bem. Logo mais se interessavam pela minha história, pois jamais imaginariam que eu fosse deficiente auditiva.

Infelizmente há alguns que reagiam mal, podendo ser por vários motivos que desconheço, mas alguns até imagino que seja por não quererem perder tempo. Aconteceu também de se afastarem de uma forma bem grosseira e fazendo gestos com as mãos.
Muitas vezes ficava chateada e triste com isso. Até que um dia comentei com uma amiga num barzinho de que era difícil eu me sentir à vontade em baladas, principalmente quando vinham pessoas desconhecidas conversar comigo, em meus ouvidos.

E a resposta dela foi como uma luz para mim: “Mas Cris, melhor assim, você já elimina e nem perde tempo com eles!!”. E isso entre outras lições de vida que ela me ensinou e que escrevi na minha autobiografia. E claro, também acredito que existem muitos anjos, como minhas irmãs e minha prima, que me ajudam sempre a participar das conversas que rolam em baladas e até me salvam de alguns paqueras inconvenientes.

E assim como qualquer outro ser humano, namorei, sofri, briguei, senti falta, compartilhei momentos de alegrias, amor e carinho. Acredito que ainda encontrarei a pessoa certa que irá envelhecer comigo. Enquanto isso vou seguindo, aprendendo e valorizando a família e amigos especiais que fazem parte da minha vida.

E para finalizar, deixo aqui, uma frase que gosto muito do Vinícius de Moraes: “Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido”.

 

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