Ainda antes da chegada de um bebê ao mundo, ele já envia alguns sinais à sua mãe de que está pronto para sair. Toda mãe sente a ansiedade, expectativa e vontade de ter em seus braços seu filho com saúde.

Hoje, já é possível saber logo nos primeiros dias, se o bebê apresenta ou não algum problema auditivo. Conforme a Lei 12.303/10, é obrigado em todos os hospitais e maternidades do Brasil que se realize o exame das condições auditivas gratuitamente, nas crianças nascidas em suas dependências. É conhecido como “Teste da Orelhinha”.

Recomenda-se que se faça logo no primeiro mês de vida, pois o diagnóstico precoce é fundamental para o preparo, desenvolvimento e formação da audição e consequentemente da fala de uma criança. É um exame rápido, no qual um aparelho eletrônico com fone é colocado no ouvido do bebê, que permite verificar se a criança ouve normalmente. Se houver alguma chance de perda auditiva, recomenda-se que o teste seja refeito após algum tempo (mais ou menos seis meses) e assim, a criança poderá seguir para tratamento de reabilitação o quanto antes, com uso de aparelhos auditivos e terapia fonoaudiológica. Além disso, hoje existe a opção de cirurgia em alguns casos, o Implante Coclear.

Quando eu nasci, não existia esse teste, no entanto, devido ao fato a minha mãe ter tido rubéola quando gravida de mim, ela ficou atenta após o meu nascimento. Assim sendo, com um ano e meio ela já constatou a minha perda auditiva.

Ao longo da minha vida, sempre tive cuidados para preservar o pouquinho da audição que tenho, uma delas é fazer ao menos uma vez por ano, audiometria. É ela que me deixa tranquila ao saber que minha audição está estável. Depois do susto que passei na época da faculdade e ter zumbidos, os meus cuidados dobraram, inclusive a conscientização da importância da audição e os problemas que a falta dela pode trazer em minha vida.

Este mês fiz uma avaliação na Audium da Phonak. Gostei muito, pois achei interessante o fato de fazer uma audiometria sem estar dentro de uma cabine com um vidro entre eu e a fonoaudióloga, pois a própria sala era toda acústica. Confesso que estranhei um pouco, pois desde a infância estava acostumada a estar sozinha, dentro de um cubículo de portas fechadas, para não sofrer interferência de sons externos.

Fiquei tranquila quando ela me disse que a minha perda está estável em comparação com a audiometria do ano passado. Isso que é o mais importante para mim. Apesar que eu adoraria, se um dia, por algum milagre, ela pudesse melhorar, mas quem sabe o futuro!!!!

Assim, mantenho a esperança e a fé de que tudo é possível.

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