Em alguns lugares, seja na mídia (jornais, revistas, TVs) ou em eventos e conversas entre pessoas, vejo muitos deficientes pedindo para serem compreendidos ou lutando para terem seus direitos respeitados. Acredito na importância disso tudo. Porém, também penso que seja importante se colocar no lugar da outra pessoa, ou seja, de um “não-deficiente”.

Estive em várias situações inusitadas, ao conhecer uma pessoa, onde durante a conversa, senti necessidade de avisá-la de que eu era deficiente auditiva. Dessa forma, ao dar o primeiro passo, ajudo a pessoa a me compreender melhor, evitando que tenha alguma ideia errada a meu respeito. Assim, com essa minha atitude, acabo deixando essa pessoa super a vontade comigo. Muitas vezes, ouvi comentários dizendo que achavam que eu fosse estrangeira, pelo meu “sotaque”.

Com isso, aprendi a ter jogo de cintura de acordo com cada situação, pois não há como se estabelecer regras ou fazer uma “cartilha” de como lidar com um deficiente. Não sou muito a favor disso, pois tudo depende do contexto em que a pessoa se encontra e com quem estiver falando… não é para todo mundo que conto sobre a minha deficiência auditiva. As vezes estou apenas de passagem num evento e sempre acabo batendo papo com as pessoas sem que elas fiquem sabendo que sou deficiente aditiva. E como costumo usar os meus cabelos, soltos, cobrindo os meus aparelhos auditivos, não há pista visual que alerte para minha deficiência.

Assim como desejo que a pessoa me compreenda e me conheça, também é importante que eu consiga entender o outro.

É por isso que me coloco no lugar dessa pessoa e valorizo tanto o diálogo claro, sincero e aberto.

Hoje, apresento palestras e faço consultorias (mentoring) pelo Brasil. Recentemente dei uma palestra em Campos de Jordão para fonoaudiólogos e profissionais da área de Audiologia e recebi convite para dar palestra numa universidade nos USA ano que vem. Trabalho com temas relacionados à importância da família, dos estudos, amizades, relacionamentos, motivação e superação, abrangendo o público em geral, tanto os deficientes como os não-deficientes.

  • Dia 28 de outubro de 2015, haverá o lançamento do meu livro na livraria Cultura do Shopping Iguatemi a partir das 18 horas em São Paulo.
  • Dia 11 de novembro de 2015 será a vez de Curitiba, minha segunda cidade, na qual morei muitos anos! Na livraria da Vila no Shopping Patio Batel a partir das 18:30 horas.

Nessa obra apresento minha história de forma divertida e inusitada, com foco na deficiência auditiva, traçando um panorama desde a minha infância até as viagens que realizei recentemente. Também conto a minha trajetória de vida, trabalhos, lutas, conquistas, amizades, valores familiares, viagens inesquecíveis internacionais e meu dia a dia lidando com os meus desafios e muito jogo de cintura, pois afirmo que a palavra “preconceito” caminha junto com falta de informação ou conhecimento.

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