“Comunicação é uma palavra derivada do termo latino “communicare”, que significa “partilhar, participar algo, tornar comum”

A forma como as pessoas se relacionam entre si, trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, é essencial para uma vida em sociedade.

Desde criança, tive consciência de que para conseguir algo, tinha que falar. Os aparelhos auditivos me possibilitaram a me integrar, principalmente na comunicação-verbal, pois com eles eu consigo “ouvir” o mundo e interagir com as pessoas através da fala e escrita. Talvez por isso que hoje, dou muito valor a uma boa comunicação-verbal, pois ela tem dominância em nosso ambiente social e empresarial. Desde uma simples conversa em um barzinho, até uma apresentação de projeto em uma reunião, a fala ou escrita tem um papel fundamental em nossa sociedade.  

Trabalhei em várias empresas multinacionais e notei uma certa preocupação com o “falar” bem e de forma precisa, para ter uma boa interação entre os diferentes setores de uma empresa. Muitas vezes uma pessoa esquece de se colocar no lugar de outra e pensa que está transmitindo ao outro todas as informações corretas para execução de um serviço. No entanto, o que acontece muitas vezes são mal-entendidos, incompreensões e falhas na comunicação. Notei um fato interessante, justamente por eu valorizar tanto a comunicação de um modo geral, é que procuro estar sempre estudando o processo e como meu chefe dizia, eu tinha uma visão crítica e além disso, me colocava no lugar do cliente ou fornecedor

No meu primeiro emprego, entrei numa área que não tinha nada a ver com a minha formação de jornalista.

No entanto, meus chefes souberam aproveitar o meu potencial (que foi uma surpresa para eles), pois eu tinha diploma de curso superior em Comunicação Social e um ótimo domínio e conhecimento da língua portuguesa, além de escrever bem, segundo eles. Por esse motivo, comecei a trabalhar, com aval dos chefes e colegas, na comunicação interna entre as áreas e mais além, escrevia textos de e-mails a serem enviados aos fornecedores. Meu trabalho foi tão bem aproveitado que minha função passou a ser efetiva na empresa.

Hoje, a minha luta é fazer com que as empresas valorizem mais cada deficiente, procurando aproveitar o seu potencial e avaliar de acordo com seu CURRICULO e não por meio de vagas “extras” ou “operacionais”, com salários baixos! Quando mudei de Curitiba para São Paulo, tive que recomeçar do zero, pois nenhuma empresa tinha vaga para “analista pleno”, ou seja, é como se oferecesse a um diretor, uma vaga de gerente. Essa é a realidade de hoje

Entendo que hoje em dia, a maioria das empresas mantém uma atividade dinâmica e intensa, pois para eles “tempo é dinheiro”. Porém, acredito na importância de haver uma forma que favorecesse ambos os lados, tanto para empresa quanto na contratação de pessoas com deficiências por Lei de Cotas. Ainda tem muita coisa a ser melhorada e é preciso mostrar que uma pessoa com deficiência pode superar as expectativas de uma empresa, quando esta souber, com paciência, aproveitar e valorizar o potencial do contratado. É preciso sempre dar uma chance, pois vai depender de cada indivíduo querer batalhar por um emprego e por um salário melhor.

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